Total de visualizações de página

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Padre cearense que já foi à Líbia se diz 'triste' com morte de Kadhafi.

Padre Haroldo Coelho estuda "Livro Verde", utilizado
como constituição da Líbia desde os anos 1970.
(Foto: Haroldo Coelho/Arquivo Pessoal)

O padre cearense Haroldo Coelho, de 76 anos, disse estar "triste" com a morte de Muammar Kadhafi. O ex-ditador líbio foi capturado e morto nesta quinta-feira (20). O religioso classificou a morte como um "assassinato" e afirmou estar "totalmente indignado" com as comemorações pelo mundo.
"Essa alegria, esse salto manifesta muito bem a maldade daqueles que derrubaram o Kadhafi. Você poderia até divergir. Mas comemorar não é ato cristão nem de nenhuma religião", criticou o padre.
Além de seguir a vida religiosa, Haroldo Coelho participa ainda do chamado movimento pela democracia direta, baseado no "Livro Verde" de Kadhafi, utilizado desde a década de 1970 como espécie de constituição do país.
Por conta dessa simpatia, o padre viajou à Líbia em julho do ano passado. "O embaixador da Líbia soube que eu era um simpatizante da causa de Kadhafi e me convidou para as comemorações dos 40 anos da revolução deles".
De acordo com ele, o próprio ditador teria enviado convite para que Haroldo Coelho visitasse aquele país. "Ele vibrou com o meu apoio. 'Um padre católico me apoiando é muito bom'", afirmou Haroldo Coelho, que cultiva cartazes e fotos do ex-presidente líbio em casa.
O padre passou dez dias na Líbia e na ocasião disse ter tido a oportunidade de conhecer o sistema político da nação, de conversar com jovens e de ter ido a universidades. "Ele (Kadhafi) estava preparando uma conferência que ia haver, por isso não o vi pessoalmente. Mas ele sabia quem sou eu", disse. Para ele, Kadhafi não era um ditador, mas um "governador". "Quem governava a Líbia eram os comitês populares", afirmou.
Haroldo Coelho afirmou ainda que o grande problema da Líbia é econômico e garantiu que vai continuar os estudos sobre os princípios adotados por Kadhafi na Líbia. "Todo o problema da Líbia é o interesse econômico. O petróleo da Líbia é o mais puro do mundo. Os Estados Unidos jamais se conformaram com a nacionalização do petróleo", disse.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Escolha a “barbárie moderada” quem quiser! Eu escolho o signo da Cruz! Ou: Cristãos estão sendo caçados no Egito sob o silêncio cúmplice dos bananas ocidentais.

Demorou, mas os bananas de pijama se manifestaram contra o massacre de 24 cristãos por forças de segurança do Egito, ainda que o tenham feito de um modo acovardado, pusilânime. Barack Obama, a mão invisível - e pouco me importa se voluntária ou não - que dá suporte ao extremismo islâmico que ganha terreno no Oriente Médio (incluindo o Norte da África), mandou seu porta-voz dizer algumas palavras regulamentares. Segundo Jay Carney, “o presidente está profundamente preocupado com a violência no Egito que levou à perda de vidas de manifestantes e de forças de segurança”. Mais: “Chegou a hora de todas as partes darem mostras de moderação para que os egípcios possam avançar juntos na elaboração de um Egito forte e unido”. Não me diga!
Chanceleres de governos europeus (Reino Unido, Espanha e Portugal) também expressaram a sua preocupação. Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, que não chega a ser notável nem como o idiota rematado que é, também mobilizou seu porta-voz, Martin Nesirky: “O secretário-geral está profundamente triste pela perda de vidas no Cairo na noite passada. Ele convoca todos os egípcios a permanecer unidos e a preservar o espírito das mudanças históricas do início de 2011″.
Não houve um só banana, desse enorme cacho, com coragem moral para levantar a própria voz e condenar pessoalmente o massacre, como se fazia contra Muamar Kadafi e se faz hoje contra Bashar Al Assad, um tarado sanguinário, sim, mas que enfrenta uma guerra civil, a exemplo do  tarado sanguinário já deposto, o de Trípoli. A questão é saber por que os tarados sanguinários do Egito merecem tratamento especial.
A verdade, já escrevi aqui, é que cadáveres cristãos rendem poucas perorações humanistas, embora seja o cristianismo a religião mais perseguida do mundo - a rigor, é a única cassada e caçada em vários cantos do planeta. Um cadáver cristão jamais atingirá a altitude moral de um cadáver palestino, por exemplo, porque lhe faltam as carpideiras da ideologia e do vitimismo profissional. Os cristãos não aprenderam, por exemplo, a divulgar mundo afora fotos de crianças perseguidos por seus algozes, um dos elementos obrigatórios da iconografia e do “martiriologia” palestinas. E, com isso, não estou negando que sofram. É que estou abordando aqui um aspecto da formação da opinião pública. Israelenses também são ruins nesse negócio de marketing do vitimismo. Cristãos e judeus parecem ficar bem só no papel de culpados, não é mesmo?
A cobertura que a imprensa tem dispensado ao massacre dos cristãos não é menos asquerosa. Mundo afora se fala em “violência sectária”. Como? “Violência sectária” de quem exatamente? Desde o início da chamada “revolução egípcia”, templos e casas dos cristãos têm sido incendiados, como se tem denunciado neste blog. Milícias muçulmanas os têm expulsado de suas aldeias. Trata-se de uma ação organizada, sistemática. Mas Obama manda dizer que todos devem dar provas de “moderação”. Vai ver, consoante com o símbolo que carregam e que se vê aí no alto, a moderação dos cristãos consiste na humilhação silenciosa. Sempre que alguém pede moderação à vítima, sinto no ar o cheiro da canalhice moral.
Está em curso no Egito uma “limpeza” religiosa, conduzida pela Irmandade Muçulmana, cuja “vocação democrática e pluralista” foi descoberta só por intelectuais ocidentais. E é o que vai acontecer na Síria se Assad, o carniceiro, cair. Escolha o seu carniceiro quem quiser. Eu escolho o signo que abre este post porque escolho a civilização. Não flerto com a barbárie moderada. Deixo isso para Obama e os demais bananas de pijama.
Os cristãos do mundo inteiro têm de se organizar para defender seus irmãos de fé. Até porque o cristianismo não tenta se impor como religião única em nenhum lugar do mundo. Assim, a defesa do cristianismo é uma das formas que assume a defesa da liberdade.
Por Reinaldo Azevedo

sábado, 6 de agosto de 2011

Para que Sto. Tomás escreveu a Suma Teológica?

Pe. João Paulo dos Santos Silva

É surpreendente para aquele que inicia a Obra de São Tomás, ler o Prólogo da Suma Teológica e escutar da boca do próprio Doutor Angélico a finalidade a que se propôs escrevê-la: “expor o que se refere à religião cristã do modo mais apropriado à formação dos iniciantes”. Portanto, o grande santo se preocupa com aqueles que ainda não são completamente iniciados na Ciência Teológica e procura dar uma boa “introdução” à salutar doutrina.
O que levou Tomás a se preocupar de tal modo a querer elaborar tão sistematicamente a Obra em questão? Percebemos ao continuar a leitura do Prólogo. O motivo principal é um: a grande dificuldade dos noviços diante dos escritos de muitos autores. Essa dificuldade em relação aos autores pode ter três causas. Primeira, pela acumulação de artigos, questões e argumentos inúteis; segunda, porque aquilo que é necessário saber, não é exposto consoante à ordem própria da disciplina, mas ao que pede as explicações dos livros e das disputas; terceira, pela repetição dos mesmos temas, gerando cansaço e confusão aos ouvintes.
Que diria Tomás hoje, na contemporaneidade teológica? Parece faltar àqueles que levam o título de “teólogos”, mais do que nunca, esse mesmo espírito ordenado. Quanto àqueles que se iniciam na teologia, falta-lhes muitas vezes um “mestre” que os possa guiar com segurança pelo bom caminho do método correto, perpassando as várias áreas do saber teológico, até conseguir formar em sua mente e coração uma harmoniosa síntese teológica. Muitos louvam divagações inúteis, enquanto falta-nos a precisão, clareza lógica e teológica que superabundou em Tomás.
Nosso Círculo Tomista quer tentar resgatar entre os estudantes e entre aqueles que tiverem boa disposição de espírito, o propósito que moveu o Doutor Angélico; notadamente, o de uma teologia clara e sucinta, capaz de oferecer aos iniciantes e aos adiantados um fundamento firme e sólido da verdade, que não é derrubado pelo primeiro vento (Mt. 7,25).

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Santa Missa em Faculdade de Cristalina

Santa Missa na FACEC (Faculdade Central de Cristalina). A Pastoral Universitária tem-se feito presente pelo Pe. João Paulo, que celebra uma vez por mês na Instituição, em horário livre das aulas. A Faculdade tem acolhido muito entusiasticamente a presença da Igreja no ambiente acadêmico, onde vem se criando um ambiente familiar e de diálogo com os estudantes e professores.
Nosso Agradecimento especial para Nádia e Kátia, bem como à Professora e Coordenadora Ana Maria, que nos têm aberto as portas da FACEC!

domingo, 29 de maio de 2011

Seminário Internacional sobre "O Estado Laico e a Liberdade Religiosa"

Seminário Internacional sobre "O Estado Laico e a Liberdade Religiosa"



Apresentação


Têm surgido com crescente frequência na esfera judiciária questões de caráter administrativo ou judicial envolvendo as relações entre o espiritual e o temporal, tais como a presença de símbolos religiosos em órgãos públicos, o funcionamento ou não desses órgãos em dias santos, ou o enquadramento de determinados argumentos como de caráter religioso, para descartá-los do discurso jurídico.

Nesse contexto, o Seminário, congregando renomados especialistas nacionais e estrangeiros de diferentes correntes, busca aclarar conceitos em torno da ideia da laicidade do Estado e de suas relações com a Igreja, em suas distintas denominações, a par de extrair as consequências jurídicas dos princípios da autonomia, cooperação e respeito à liberdade religiosa, que regem essas relações.


International Seminar on "The secular State and Religious Freedom"


Presentation


Matters involving the relationship between spiritual and temporal has frequently increased in the judiciary nowadays. In Brazilian Courts we face daily dicussion about the presence of religious symbols in public institutions, the functioning of these organs on holy days and we face issues such as labeling certain arguments as religious to dismiss them from the legal discourse.

In this context, the present seminar brings together renowned national and foreign experts, “with different perceptions”, intending to clarify concepts around the idea of secular State and its relations with the Church in its various denominations, in order to draw the legal consequences of autonomy, cooperation and respect for religious freedom Principles, which rules these relations.

Do site:http://www.cnj.jus.br/evento/eventos-novos/seminario-internacional-sobre-qo-estado-laico-e-a-liberdade-religiosaq

domingo, 22 de maio de 2011

A Oração de Cristo



Santo Tomás, entre outras partes de sua Obra, dedica a Questão 21, na III Parte da Summa Theologiae para falar da “Oração de Cristo”. Ele trata esse tema em 4 Artigos, cujo primeiro se intitula “Convinha a Cristo orar?” Comentemos brevemente alguns pontos deste Artigo, ralacionando-os à vida espiritual.
Após colocar três argumentos para a tese de que “parece que não cabia a Cristo orar”, o Santo Doutor Angélico responde a tais argumentos para a tese de que convinha sim que Cristo orasse com a já conhecida maestria. Sem nos delongarmos com cada argumento contrário posto antecedente por Santo Tomás, vamos logo à justificativas da tese de que “Cabia a Cristo orar”.
O Doutor Universal inicia com uma citação do Evangelho de Lucas: “Sed contra est quod dicitur Lc 6,12: Factum est in illis diebus, exit in montem orare et erat pernoctans in oratione Dei". De fato, no Evangelho de Lucas várias vezes o Senhor aparece orando a sós (3,21; 5,16; 9,18. 28). Aqui temos um fundamento bíblico-histórico: Jesus orou. Tomás parte exatamente deste argumento, e ele por si só já seria suficiente para responder e justificar a tese principal, de que cabia a Cristo orar. Todavia, o Santo Doutor Angélico continua no Respondeo explicando porque convém a Cristo orar.
Em primeiro lugar porque Cristo tem uma vontade humana: “Se em Cristo houvesse uma única vontade, a divina, não lhe competiria de modo algum orar, porque a vontade divina realiza por si mesma o que quer”. Cristo ora porque é verdadeiro homem e reconhece na sua oração necessitar de Deus.
Ademais, a oração de Cristo tem o propósito de ensinar. Primeiramente que Ele é Filho, ao chamar a Deus de “Pai” na oração, e que Ele mesmo viera do Pai. Depois, dar o exemplo aos discípulos da necessidade da oração, pois Ele mesmo, sem necessitar, orava.
Qualquer olhar mais atento sobre os Evangelhos nos mostra um Jesus orante, que passava longas horas em intimidade com o Pai. A oração de Jesus tem ainda um caráter revelador: ensina sobre Deus Pai de um modo jamais visto. Outro aspecto importante a se notar é a constância da oração de Cristo. Hodiernamente, num mundo tão “plural” e superficial, onde os compromissos duradouros são rejeitados e os propósitos são afastados ou mudados quando sobrevém a dificuldade, o exemplo da constância de Jesus na oração é uma indicação precisa e concreta para a vida espiritual, pelo menos para quem quer levá-la a sério a solidez espiritual passa pela constância na oração, onde Deus vai lentamente moldando os afetos, fortificando a vontade no bem e orientando a inteligência para a verdade. Assim se pode crescer e, como Jesus, saber o que é orar com intimidade ao Pai celestial.

Pe. João Paulo dos Santos Silva
Assistente Eclesiástico da Pastoral Universitária